tml PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd"> Cuore Matto: novembro 2004

Cuore Matto

Observações casuais a propósito de Itália.

domingo, novembro 21, 2004

Cinecittà (2)

DVD Pack6: Don Camillo - L'Integrale
Há uma edição francesa com todos os filmes da série D. Camilo protagonizados por Fernandel. Este extraordinário actor era francês (Marselha, 1903 - Paris, 1971) e também o era o realizador dos dois primeiros filmes da série, Julien Duviver. Os melhores são precisamente estes dois, que datam de 1952 e 1953. Contudo, vale a pena ver todos os que foram protagonizados por Fernandel e que constam desta edição. Para quem tem facilidade nos idiomas francês e italiano esta é, portanto, a opção ideal. É de evitar um remake de 1983, de Terence Hill.
Info IMDB
|| Edmundo Tavares, 6:30 p.m. || link || (1) comments

Cinecittà (1)

Livro: Giovanni Guareschi - D. Camilo e o seu pequeno mundo
A comédia neo-realista italiana teve nos anos 50 o seu auge com a série D.Camilo, protagonizada pelo inesquecível Fernandel. As delirantes peripécias ocorridas numa vila do Vale do Pó, antes de passarem à tela de cinema, tiveram vida em contos de Giovanni Guareschi. A vila estava dividida entre a influência do padre, D. Camilo, e do presidente da câmara, o comunista Peppone. O primeiro falava directamente com Cristo. O segundo falava indirectamente com Moscovo. Ambos eram inauditos casmurros e rivais sem tréguas, mas, ao fim e ao cabo, de uma comovente humanidade. Era, enfim, uma certeira caricatura da realidade de tantas terras dessas região...
O primeiro conto, Don Camillo - Mondo Piccolo, foi traduzido há mais de vinte anos numa fugaz colecção de livros de bolso - Unibolso. Provavelmente essa edição foi feita na mesma altura em que vários filmes da série foram exibidos pela RTP, no pós 25 de Abril, com grande sucesso. Não conheço outra edição, anterior ou posterior deste conto nem de outros da série, mas é provável que exista. Na ausência de edição no nosso mercado dos filmes desta série em VHS e DVD (há edições em DVD dobradas e/ou legendadas em várias linguas, mas não em português...) e da reposição dos filmes nos canais televisivos, a leitura deste conto é um sucedâneo possível, embora não tão saboroso...
|| Edmundo Tavares, 5:32 p.m. || link || (0) comments

Geografia de Itália (2)

Emilia Romagna
Provincias: Piacenza; Parma; Reggio nell'Emilia; Modena; Bologna; Ferrara; Ravenna; Forli.
|| Edmundo Tavares, 4:02 p.m. || link || (0) comments

Viagem ao Norte de Itália / 2001 (18)

5º Dia (4ª Feira)(manhã/tarde)

Era o último dia em Florença. Às duas horas da tarde tomaria o comboio para Milão. A manhã estava destinada, custasse o que custasse, a visitar a Galleria dei Uffizi. Mas, uma vez aí chegado, a bicha que se me deparava foi um desafio à maior tenacidade… Ao fim de três quartos de hora continuava parado. Nessa altura foi difundida informação de que me aguardavam três horas de espera! Ou seja, quando lá entrasse, disporia de meia hora até chegar ao comboio… Abandonei a bicha e lancei-me errante pelas ruas numa errância ociosa e frustrada. Foi uma despedida melancólica que se foi arrastando até à estação. Esta é, talvez, o único edifício moderno do centro , mas com uma arquitectura moderna, de grande qualidade.
Sempre me atraiu o transporte ferroviário. O comboio que em duas horas me poria em Milão era rápido, silencioso e confortável. Não era de alta velocidade, mas não estava longe desse nível. Atravessou-se os Apeninos em estreitos vales e túneis. Em pouco mais de meia hora entrou-se na Emilia Romagna e pouco depois a composição parava em Bolonha - a sua principal cidade. Esta é a região de mais elevado nível de vida da Itália. Ocupa a planície do Pó. A fertilidade dos seus campos já era celebrada nos tempos em que os romanos construíram a Via Emilia, que acabou por dar o nome à região. Não é apenas a agricultura que é produtiva. Alguma da tecnologia mais desenvolvida do mundo tem aqui a sua sede. Basta mencionar um símbolo: Ferrari. É também um território tradicionalmente esquerdista... Foi-o sobretudo no passado, graças ao peso de um extenso e combativo proletariado agrícola. Bolonha foi um exemplo da eficácia da gestão do PCI, que ganhava sistematicamente as eleições municipais. Além disso, não por acaso, as tramas burlescas de Don Camillo (série de divertidos filmes protagonizados por Fernandel), estavam situadas num aldeia da região. Por outro lado, foi também aqui que nos anos vinte surgiu a mais poderosa base de apoio do fascismo, entre os grandes agrários e as classes médias das suas numerosas cidades provincianas.
A seguir a Bolonha o comboio passou por Modena, Reggio nell’Emilia, Parma (além de sede da Parmalat é a cidade de Giuseppe Verdi), Piacenza. São cidades com história, de média dimensão. A planície, sempre verde e salpicada de casas, estende-se até perder de vista.
Entre e Piacenza e Cremona entrou-se na Lombardia. O povoamento tornou-se ainda mais denso. O arredores de Milão foram anunciados pela suburbanização da paisagem. A Estação Central de Milão é monumental - quer pela quantidade de linhas, composições e gente, quer pelas dimensões do edifício. O percurso de táxi até ao hotel trouxe-me uma primeira impressão, a qual não podia ser melhor. É de bom tom dizer-se que, para além do Duomo, Milão mais nada tem que ver... Sempre suspeitei que estas impressões resultariam de uma errónea atitude que decorre de se a ver com os mesmos olhos com que se vê Veneza, Florença, Roma. Pelo que sabia, achava que a capital económica da Itália não seria, necessariamente, desinteressante. Acertei. Aliás, transcendeu as minhas expectativas. É incontestável que se trata de uma cidade elegante e, além disso, deu-me desde logo uma sensação: de todas as cidades conhecidas (Nova Iorque incluída) deveria ser a de mais elevado nível de vida.
|| Edmundo Tavares, 1:18 a.m. || link || (0) comments

As melhores canções italianas (5)

Lista de Paolo Driussi (Anos 80)
IL VENTO CALDO DELL'ESTATE (Alice, 1980)
MALEDETTA PRIMAVERA (Loretta Goggi, 1981)
E NON FINISCE MICA IL CIELO (Mia Martini, 1982)
VITA SPERICOLATA (Vasco Rossi, 1983)
VACANZE ROMANE (Matia Bazar, 1983)
FIORE DI MAGGIO (Fabio Concato, 1984)
SOTTO LE STELLE DEL JAZZ (Paolo Conte, 1985)
L'ESTATE STA FINENDO (Righeira, 1985)
ADESSO TU (Eros Ramazzotti, 1986)
BRIVIDI (Rossana Casale, 1986)
SENZA UNA DONNA (Zucchero, 1987)
I MASCHI (Gianna Nannini, 1987)
SARA' PER TE (Francesco Nuti, 1988)
PERDERE L'AMORE (Massimo Ranieri, 1988)
CANZONI (Mietta, 1989)
DIAMANTE (Zucchero, 1989)
|| Edmundo Tavares, 1:00 a.m. || link || (1) comments

sábado, novembro 13, 2004

Belle Donne (1)

Ornella Muti
|| Edmundo Tavares, 8:06 p.m. || link || (2) comments

sexta-feira, novembro 12, 2004

Viagem ao Norte de Itália / 2001 (17)

Postal - Siena
|| Edmundo Tavares, 7:12 p.m. || link || (0) comments

Viagem ao Norte de Itália / 2001 (16)

Postal - Siena
|| Edmundo Tavares, 7:09 p.m. || link || (0) comments

Viagem ao Norte de Itália / 2001 (15)

4º Dia (3ª Feira) (tarde)

A chegada a Siena não proporcionou uma vista panorâmica, pois a cidade estende-se por uma encosta em sentido oposto àquele por onde entrei. Siena também ainda está amuralhada. Detém um património riquíssimo. Perdeu importância desde finais da Idade Média, mas não se pode dizer que ficou à margem do tempo. Tem cerca de 80.000 habitantes e é capital de província.
Os condicionalismos da visita foram ingratos. O calor era ainda mais intenso. Entrar na cidade com o carro era impossível. Mas, como se verificava na planta, do local onde estava até ao centro era, pelo menos, um quilómetro, por ruas estreitas. Estacionado o carro num terreiro do lado exterior das muralhas, decidi tomar um transporte urbano - um daqueles mini autocarros que já tinha visto passar. Em menos de um quarto de hora, surgiu um que me levou até junto da Catedral. A fachada é mais exuberante que a de Florença e de grande beleza. O interior é, seguramente, mais valioso, quanto mais não seja pela decoração do pavimento. Além disso, mais prosaicamente, era um refúgio para o calor... Infelizmente, assim sentia também a multidão de turistas que, portanto, a abarrotava. Era gente a mais! Em todo o caso, era imperioso atingir a Piazza del Campo.
Por ruelas sempre a descer cheguei à mais bela praça alguma vez vista. A torre do Palazzo Comunale domina um vasto terreiro em semi-circulo. As casas de tonalidade rosada reforçam a luminosidade, de modo que quem aí entra, vindo da semi-obscuridade de ruas estreitas, sofre um impacto. Aqui se realiza, duas vezes por ano, o Palio – corrida de cavalos realizada com aparato medieval. Cada cavalo representa uma Contrasta (bairro). Se a cidade estava tão abarrotada de turistas, como seria nessas ocasiões?
Não me esqueci que na Universidade de Siena, lecciona Antonio Tabucchi - o mais conhecido lusófilo da intelectualidade europeia. Passa metade do ano aqui, outra metade em Lisboa. Vi-o uma vez, numa noite de Verão, na mesma bicha em que eu estava para jantar, num restaurante de Santa Luzia (Tavira), como vulgaríssimo anónimo.
No regresso a Florença a entrada foi propositadamente feita pela estrada que passa junto ao Belvedere de Piazzale Michelangelo. É um miradouro que está em Oltrarno, ou seja, do outro lado do Rio Arno. Parei e apreciei a vista panorâmica. Lá está também outra réplica de Davide. É por aqui que se deve entrar na cidade.
Depois andei por zonas periféricas para conseguir encontrar a garagem onde teria de devolver o carro. Não foi fácil. Nessa busca passei junto ao Stadio Artemio Franchi onde joga a Fiorentina e onde, até poucos dias antes, Rui Costa exercera como ídolo. A sua popularidade era grande. Eram vários os cartazes publicitários onde estava presente. Nas páginas do diário local La Nazione, a comoção pela perda do jogador para o AC Milan era testemunhada em vários artigos – era o símbolo da falência da societá viola, que se via, assim constrangida à lógica de “vão-se os anéis, ficam os dedos...”.
|| Edmundo Tavares, 1:38 a.m. || link || (0) comments

quarta-feira, novembro 10, 2004

Roma (11)

Álbum de Postais - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:12 p.m. || link || (0) comments

Roma (10)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:10 p.m. || link || (0) comments

Roma (9)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:05 p.m. || link || (0) comments

Roma (8)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:03 p.m. || link || (0) comments

Roma (7)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:02 p.m. || link || (0) comments

Roma (6)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 5:00 p.m. || link || (0) comments

Roma (5)

Postal - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 4:58 p.m. || link || (0) comments

Roma (4)

Álbum de Postais - Roma na Antiguidade
|| Edmundo Tavares, 4:55 p.m. || link || (0) comments

terça-feira, novembro 02, 2004

Ornella Vanoni (4)

Sítio Oficial
Ao fim de mais de dois meses de reestruturação, o sítio oficial de Ornella Vanoni alcançou um nível que já incorpora toda a informação anteriormente disponível, nomeadamente a que abrange a sua discografia. Pena é que continuem a não existir pequenas amostras audio de cada tema (audio samplers). Em todo o caso, a concepção estética e o volume de informação são bons.
Página Web
|| Edmundo Tavares, 6:05 p.m. || link || (0) comments

Ornella Vanoni (3)

CD: Ornella Vanoni - La voglia di sognare (1974)
Um pouco em contra-tendência, nos anos 70 a canção italiana atinge a sua plenitude. É um facto que o Festival de San Remo estava cada vez mais longe de atingir o esplendor da década anterior, mas, em contrapartida, a produção discográfica, expressa em álbuns, atinge meios de produção cada vez mais sofisticados, incorporando alguns elementos oriundos do universo pop/rock. A generalizada perda de importância do cançonetismo, em Itália, traduz-se, assim, mais no plano quantitativo e, eventualmente, comercial, do que no plano substantivo da qualidade. É o que se passa com Ornella Vanoni.
O Álbum La voglia di sognare é um produto acabado e consistente, que consegue fazer sobressair as qualidades interpretativas de Ornella Vanoni, com um conjunto de canções que, através de uma linha melodiosa bastante homogénea, suscitam o desempenho da sua sensibilidade interpretativa. O naipe até é variado, abrangendo duas versões de temas franceses e uma versão de um tema brasileiro, sendo os oito restantes repartidos entre temas inéditos e consagrados de autores italianos. O valor do conjunto é elevado, mas o destaque vai para Un mondo di più, de Lucio Dalla e Sergio Bardotti - um sugestivo tema de amor que prova como a voz sensível de Ornella pode ser insinuante e quente...
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Track List + ... Ornella Vanoni (sítio oficial)
|| Edmundo Tavares, 4:55 p.m. || link || (0) comments