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Observações casuais a propósito de Itália.
terça-feira, setembro 28, 2004
História de Itália (2)

DVD10: Folco Quilici, Valerio Castronovo, Pietro Scoppola - Storia d'Italia (2003)
Trata-se de uma colecção de 10
DVDs sobre a História de Itália, desde a Unificação até 2000, elaborada pelo
Istituto Luce. Tendo como ponto de comparação, por exemplo, da série da
SIC,
Portugal Século XX, está estruturado de forma muito mais detalhada e é muito mais rico em conteúdos e documentos fílmicos. Apresenta, acima de tudo, uma concepção eminentemente historigráfica, que o torna um material mais de tipo académico do que de divulgação. As opções de audio e legendas abrangem apenas o
Italiano e
Inglês. Tem, como extras, barras cronológicas e biografias. É um excelente exemplo de como se pode aproveitar as possibilidades do
DVD.
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|| Edmundo Tavares, 1:41 a.m.
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As melhores canções italianas (4)
Lista de Paolo Driussi (Anos 70)
Esta é a continuação da lista elaborada pelo meu amigo Paolo Driussi:
LA SPADA NEL CUORE (Little Tony, 1970)
INSIEME (Mina, 1970)
EMOZIONI (Lucio Battisti, 1970)
OCCHI DI RAGAZZA (Gianni Morandi, 1970)
4/3/43 (Lucio Dalla, 1971)
LA CASA IN RIVA AL MARE (Lucio Dalla, 1971)
LA CANZONE DEL SOLE (Lucio Battisti, 1971)
GRANDE GRANDE GRANDE (Mina, 1972)
IO DOMANI (Marcella Bella, 1973)
MINUETTO (Mia Martini, 1973)
SEMPRE (Gabriella Ferri, 1973)
E TU (Claudio Baglioni, 1974)
SABATO POMERIGGIO (Claudio Baglioni, 1975)
RIMMEL (Francesco De Gregori, 1975)
MARGHERITA (Riccardo Cocciante, 1976)
TI AMO (Umberto Tozzi, 1977)
PENSIERO STUPENDO (Patty Pravo, 1978)
TU SEI L'UNICA DONNA PER ME (Alan Sorrenti, 1979)
|| Edmundo Tavares, 1:29 a.m.
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sábado, setembro 25, 2004
Geografia de Itália (1)

Toscana
Provincias: Massa/Carrara; Lucca; Pistoia; Prato; Firenze; Arezzo; Siena; Pisa; Livorno; Grosseto.
|| Edmundo Tavares, 3:58 p.m.
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Viagem ao Norte de Itália / 2001 (11)
3º Dia
De manhã, ao sair, rendi-me aos encantos florentinos. A luminosidade e a ausência de fadiga permitia-me uma visão diferente. Deparei-me logo com a sóbria imponência do Palazzo Strozzi e com a igreja de Santa Maria Novella, que tem uma fachada onde sobressai o contraste entre as linhas de cinzento claro e as linhas de cinzento escuro, o que se repete em vários outros edifícios religiosos e laicos.
Um dos problemas que afectou a estadia foi a avalanche turística que me dissuadiu de engrossar as longuíssimas filas de espera para entrar em sítios fundamentais. Porém, ainda mais grave, foi a onda de calor, que exactamente aqui atingiu o seu epicentro, com temperaturas máximas em torno dos 37º e mínimas que não desciam dos 23º. Florença foi protagonista desta vaga nos telejornais, que não se cansavam de mostrar turistas banhando-se nas fontes
A Catedral de Santa Maria del Fiore (Duomo) é um dos ex-libris da cidade. A grandiosidade da cúpula, de Brunelleschi, contrasta com a graciosidade das linhas de todo o edifício, em particular com a fachada e o Campanille (torre sineira). Há múltiplas formas geométricas nos mesmos tons de Santa Maria Novella. Sempre tive queda pelos excessos barrocos, contudo, o classicismo florentino, nomeadamente o que se pode apreciar no Duomo, é de insuperável elegância, sem renunciar múltiplos pormenores decorativos e, de facto, percebi a sua superior valia. O interior, para um leigo como eu, parece, francamente, não estar à altura do exterior. O Baptistério, edificado à parte (em Pisa também é assim), bem no centro da praça. é imponente. A Porta do Paraíso (Leste) atraía uma descomunal fila de turistas, cuja grande maioria, talvez, não suspeitasse estar perante uma réplica. O original está no vizinho Museo dell’Opere del Duomo. Todo este conjunto monumental, visto de cima não deixaria de se assemelhar a torrões de açúcar atacados por um formigueiro. Os turistas são aqui uma amostra da humanidade (Pude ver, por exemplo, uma excursão de turistas hindus...). Muitos estavam integrados em grupos guiados e embrenhavam-se por todo o lado. Mesmo em sítios aparentemente comuns estacionavam, banhados em suor, escutando o guia. Em boa verdade, pouca coisa comum há no centro de Florença... Só um iniciado em História de Arte pode tirar devido proveito de uma visita nestas condições. O vulgar turista, mesmo aquele que detém alguma sensibilidade para as coisas da arte e da história, corre o risco de enfartamento. Mas, não se pense que é uma cidade museu, no sentido, em que esteja desprovida de vida normal. Tem quase meio milhão de habitantes e um intenso tráfico adaptados às contingências de uma morfologia medieval. Mas, note-se, não se vislumbra em todo o extenso centro um único edifício moderno! Por outro lado, vê-se que a cidadania está orgulhosa do estatuto ímpar da sua urbe.
A Via dei Calzaiuoli é o eixo que atravessa o centro. Um pouco mais ampla que as restantes ruas, exclusivamente reservada a peões, vem desde o Duomo, passa perto da Piazza della Repubblica e desagua na Piazza della Signoria. A Piazza della Repubblica é uma centro recente, composta por edifícios novecentistas, de linhas clássicas (aqui toda a arquitectura é clássica, mesmo a do século XIX), ocupados por companhias de seguros. Está rodeada de cafés com esplanadas, onde os turistas são alegremente espoliados por um Cinzano ou por um gelato. A Piazza della Signoria é a ágora – o coração cívico. Impressionei-me quando lá cheguei e vi outro ex-libris, o Palazzo Vecchio, com a sua torre comunale. As estátuas célebres que adornam a praça, com destaque para o o Perseu, de Benvenuto Cellini e, sobretudo, para o Davide de Michelangelo, lá estão! Contudo, senti-me desiludido por ser demasiado evidente tratar-se de réplicas... Naquela manhã de primeira segunda-feira de Agosto, aquele lugar parecia palco de um clima pré-tumulto, tão grande era a quantidade de turistas emocionados que tropeçam uns nos outros de máquina fotográfica em riste. Muita gente chega aqui com a emoção com que um muçulmano chega Meca. Perante a visão do Davide com a moldura do Palazzo Vecchio, sente que cumpriu um desígnio superior – muitos não se contêm e tratam de utilizar o telemóvel para participar o facto a um algum ente querido distante. Para mim não foi muito distinta a sensação de atravessar a Ponte Vecchio, que até os nazis não tiveram coragem de bombardear... Todas as lojas da ponte, com uma única excepção, são ourivesarias. As montras ostentavam peças notáveis a preços inalcançáveis. Daqui também se pode apreciar um pôr de sol especial...
Toda a manhã, fim da tarde e noite foram ocupadas em deambulações pedestres pelo centro – é a única forma adequada de conhecer a cidade. À tarde não houve outra alternativa senão procurar refúgio no quarto, pois o calor era insuportável. Foi para mim uma surpresa verificar como, numa noite tão quente não havia gente na rua em quantidade proporcional ao magote diurno. Depreendi, não sei se acertadamente, que em Itália há pouca animação exterior nocturna, sobretudo, atendendo às potencialidades dos espaços e ao que ocorre, por exemplo, em Espanha.
|| Edmundo Tavares, 11:12 a.m.
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Mina (8)

CD: Mina - Frutta e Verdura (1973)
Entre fans há consenso em situar este disco como um dos melhores de Mina. De facto, existe um valor médio dos temas que é elevado, embora não haja nenhum que tivesse ascendido à condição de emblemático ou êxito popular, com a parcial excepção de E poi... Junto com este, destaco Devo Tornare a Casa (os dilemas de uma mulher em ruptura com o seu casamento), Domenica Sera e Tentiamo Ancora. De notar que há uma versão italiana de Águas de Março, de Tom Jobim (La Pioggia di Marzo). Graças à voz da contora, à natureza das letras e das músicas e também aos arranjos de Pino Presti, há uma quente sensualidade que é comum à maioria dos temas.
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|| Edmundo Tavares, 9:40 a.m.
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sexta-feira, setembro 24, 2004
Rádio (2)

Radio Margherita
Outra cadeia de emissoras que só transmite música italiana. Apesar de haver predomínio da música actual, há frequentes incursões nos anos 80, 70 e 60. Sintonizável on-line.
|| Edmundo Tavares, 3:42 a.m.
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Rádio (1)

Radio Italia Solo Musica Italiana
Cadeia de emissoras que, como o nome claramente expressa, só transmite música italiana. Não está orientada para revivalismos nostálgicos, mas antes para a produção actual. Os artistas que pontificam são: Ligabue, Anna Oxa, Gigi d'Alessio, Jovannotti, Renato Zero, Antonello Venditti, Biagio Antonacci , Tiziano Ferro, Zucchero e outros que, normalmente, iniciaram a sua carreira nos anos 80.
Há uma versão televisiva: Video Italia Solo Musica Italiana. Ambas são sintonizáveis on-line ou via satélite.
|| Edmundo Tavares, 3:08 a.m.
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quinta-feira, setembro 23, 2004
Ornella Vanoni (2)

CD: Ornella Vanoni, Vinicius, Toquinho - La voglia, la pazzia, l'incoscienza, l'allegria (1976)
É a reedição em
CD do
LP que foi gravado em Milão, em 1976, com produção de
Sergio Bardotti. Temos aqui o melhor encontro que se poderia desejar entre a música italiana e a
MPB. Uma benfazeja onda parece ter inspirado o empreendimento, que foi dos mais bem sucedidos de Bardotti como promotor da
MPB em Itália.
Como noutras gravações de Toquinho e Vinicius, intui-se um certa descontração, escutando introduções em jeito de bate-papo, declamações e pequenos improvisos soltos com oportunidade. É notório que se sentem bem num ambiente italiano -
Toquinho, como tantos paulistas, tem chegados ascendentes italianos e
Vinicius, não nos esqueçamos, foi diplomata em Roma. Quanto a Ornella não é menos notório que não está ali como intrusa. É, enfim, um grupo de amigos que se encontrou naquele estúdio.
Todo o disco não tem desperdício, mas se me é permitido destacar um tema. pois que seja o clássico napolitano Anema e Core, que durante minuto e meio nos eleva até ao plano etéreo da perfeição melódica, mediante a voz sensível de Ornella, apenas acompanhada discretamente pelo violão de Toquinho. Ainda por cima, na sequência em que aparece, este tema é um interlúdio suave na suavíssima batucada. Ou seja, estabelece um ligeiro contraste, reforçando a harmonia do conjunto.
(Vai daqui um abraço para o meu amigo Paolo Driussi que me deu este CD, como muitos outros...)
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|| Edmundo Tavares, 4:08 p.m.
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Ornella Vanoni (1)
Grande senhora da canção italiana, Ornella Vanoni é quem mais tem sustentado um estatuto a par do de Mina. Entre fans (diga-se, gente já com idade para ter juízo...) pode-se advinhar um passado de rivalidades, um pouco à maneira do que ocorria cá, nos anos 60, entre os fans de Madalena Iglésias e os de Simone. A verdade é que, quer Ornella, quer Mina, cada uma no seu estilo, representam do melhor da música ligeira. Por mim, adoro as duas, reconhecendo, obviamente, que são muito diferentes. Em todo o caso, a disputa, se é que verdadeiramente existe, pode-se presumir no domínio das páginas oficinais na Internet. Neste particular, parece que se pretende alcançar um nível qualitatito similar (ou superior) ao de Mina. Com efeito, há uma reestruturação em curso que permite perceber que o seu sítio oficial vai estar dotado de excelente grafismo. Mas, por enquanto, esta reestruturação implicou uma drástica redução de conteúdos informativos, por agora reduzidos a quase nada, quando antes havia muito. Aguardemos.
|| Edmundo Tavares, 4:03 p.m.
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terça-feira, setembro 21, 2004
Paolo Conte (2)

CD: Paolo Conte - Reveries (2003)
Este CD, de magnifíca apresentação gráfica, é uma adequada introdução no universo artístico de Paolo Conte. Tem temas originais, outros regravados com nova roupagem instrumental e outros, ainda, repescados de gravações anteriores. É, portanto, uma edição híbrida (colectânea/originais), mas produzida criteriosamente. Tem muitos temas bons, entre os quais destaco: o original que dá nome ao CD; três temas já anteriormente aparecidos em 900, gravados em 1992, sobretudo Chiamami Adesso; algumas excelentes regravações de temas mais antigos, nomeadamente, L'avance.
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|| Edmundo Tavares, 4:06 p.m.
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Paolo Conte (1)

Este senhor era um advogado piemontês, mas tornou-se artista. É Paolo Conte! Chegou à cena musical, discretamente, como compositor em part-time; finalmente, muito tarde, tornou-se intérprete (voz e piano), com imagem boémia e estilo café-concert, recheado de referências jazzísticas e com voz aguardentada. Um mítico Mokambo (lugar de perdição nocturna), referido em algumas das suas canções, é exemplificativo do ambiente do seu universo decadent chic. Aliás, quer a sua música, quer a sua pose e imagem podem fornecer sugestivos elementos para uma iconografia do "politicamente incorrecto"...
Dizem que cada espectáculo do avvocato, entre declamações acompanhadas a piano e complexas derivações orquestrais, é um evento imprevisível onde melhor se pode apreciar as suas qualidades.
É frequentemente associado a Leonard Cohen, assim como há quem o designe como o Tom Waits latino. Em todo o caso, parece ter uma versatilidade superior - é capaz de acolher inspirações nos quadrantes mais diversificados, compondo temas heterogéneos, onde o único denominador comum são as referências jazzísticas e o sabor retro. Tal versatilidade chegou ao ponto de o lançar em projectos complicados e nebulosos como Razzmatazz - megalómena evocação multimédia dos cabarets parisienses dos anos 20... Em todo o caso Paolo Conte brilha sempre muito alto.
|| Edmundo Tavares, 4:02 p.m.
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sábado, setembro 18, 2004
Mina (7)

CD2: Mina - Si, Buana (1986)
Este duplo CD é a reedição dos LPs Si, Buana Vol 1 e Si, Buana Vol 2, originalmente editados em 1986. Representa uma das apostas mais comerciais de Mina, atacando com um punhado de temas consagrados da canção italiana ou da pop internacional. O resultado é muito bom. As potencialidades vocais da diva estariam, porventura, no seu auge. O valor médio das canções é elevado e há uma meia dúzia de temas muitissimo bons, entre os quais uma versão italiana de Zingaro (Retrato em Branco e Negro) de Tom Jobim. O único factor que pode merecer alguma reserva são os arranjos orquestrais que num ou noutro tema são discutíveis, nomeadamente a intervenção de alguns coros.
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|| Edmundo Tavares, 1:02 a.m.
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sexta-feira, setembro 17, 2004
Italo Dance (3)
Dolce Vita
We're walking like in a Dolce Vita, this time we' ve got it right
We' re living like in a Dolce Vita, uhmm gonna dream tonight
We' re dancing like in a Dolce Vita, with lights and music on
Our love is made in the Dolce Vita, nobody else than you
It' s our last night together with our love again
Another light before we' ll drawn in darkness
Say you' ll never leave me now, say you gonna love me now
We made it down in the Dolce Vita, wipe all your fears away
We lived it like in the Dolce Vita, a game of yesterday
I' m so alone in the Dolce Vita, oh baby telephone
This magic' s gone in the Dolce Vita, nobody else than you
It' s our last night together with our love again
Another light before we' ll drawn in darkness
Say you' ll never leave me now
Say you gonna love me
It' s our last night together with our love again
Another light before we' ll drawn in darkness
Say you' ll never leave me now, say you gonna love me now
|| Edmundo Tavares, 10:47 p.m.
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Italo Dance (2)

Ryan Paris
Este é o nome artístico de Fabio Roscioli, de Roma, que bem se pode considerar o exemplo perfeito de um artista de um único hit, embora este se traduzisse em mais de 5 milhões de singles vendidos! O hit é Dolce Vita (com excepção do título, todo o resto é cantado em inglês), composto e produzido por Pierluigi Giombini. Foi, provavelmente o maior êxito de sempre da Italo-Dance. No verão de 1983 arrasou nas FM e nas discotecas europeias, particularmente na Alemanha e em Espanha (ironicamente, em Itália o impacto foi muito mais discreto...). É difícil encontrar produto mais perfeito para o fim a que se destinava. A alguns Dolce Vita evocará, certamente, gratas memórias de amores de verão passados em Maiorca ou Ibiza.
|| Edmundo Tavares, 10:43 p.m.
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quinta-feira, setembro 16, 2004
Mina (5)

Livro: Romy Padovano - I Mille Volte di una Voce (1988)
Este livro é um album da iconografia de Mina, onde os artifícios fotográficos de Mauro Belletti são protagonistas. É o que se pode dizer um produto de italian design.
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|| Edmundo Tavares, 1:54 a.m.
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Mina (4)

CD: Mina - Rane Supreme Vol 2 (1987)
Deve-se dizer que o vanguardismo iconográfico acompanha, até certo ponto, a procura de sonoridades inovadoras. Na verdade, nos anos 80 descobre-se mais um aspecto do seu ecletismo: somos, aqui e ali, confrontados com uma Mina rocker. Curiosamente, a fotomotagem provocadora de Rane Supreme Vol 2 (mais um barroquismo de Mauro Belletti), serve de embalagem a uma música mais intimista que em LPs anteriores. Aqui não há nenhuma canção vocacionada para hit, temos, isso sim, canções, que se podem considerar um pouco difíceis ou mesmo fora do comum, como Ma chi è quello lì - composição de Pino d'Angiò.
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|| Edmundo Tavares, 1:53 a.m.
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Mina (3)

Entre vários sítios que lhe são dedicados, Mina tem um
sítio oficial com excelente desenho e repleto de todo o tipo de informação. Para cada disco existe informação detalhada e também um
Audio Sampler para cada tema, o qual, porém, só está disponível para
Quick Time. O sítio reflecte um dos aspectos interessantes do percurso artístico de Mina, que é a crescente importância que o grafismo foi adquirindo em torno da sua imagem, a ponto de se ter criado uma espécie de iconografia. Se desde o início dos anos 70 já era visível o cuidado com as capas dos discos, a partir do seu desaparecimento artístico público, com a limitação da sua actividade à edição anual de um
LP, a dimensão gráfica alcançou uma imaginação e fantasia pouco comuns. Grande responsável por esta faceta foi o fotógrafo Mauro Belletti.
|| Edmundo Tavares, 1:44 a.m.
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terça-feira, setembro 14, 2004
As melhores canções italianas (3)
Lista de Paolo Driussi (Anos 60)
Esta é a continuação da lista elaborada pelo meu amigo Paolo Driussi:
SENZA FINE (Ornella Vanoni, 1961)
QUANDO QUANDO QUANDO (Tony Renis, 1962)
LA PARTITA DI PALLONE (Rita Pavone, 1962)
LA CANZONE DELL'AMORE PERDUTO (Fabrizio De Andrè, 1962)
IO CHE AMO SOLO TE (Sergio Endrigo, 1962)
CHE COSA C'E' (Gino Paoli, 1963)
CHE M'IMPORTA DEL MONDO (Rita Pavone, 1963)
UNA LACRIMA SUL VISO (Bobby Solo, 1964)
IN GINOCCHIO DA TE (Gianni Morandi, 1964)
IO CHE NON VIVO (Pino Donaggio, 1965)
SE TELEFONANDO (Mina, 1966)
C'ERA UN RAGAZZO (Gianni Morandi, 1966)
LONTANO LONTANO (Luigi Tenco, 1966)
FORTISSIMO (Rita Pavone, 1966)
SE STASERA SONO QUI (Wilma Goich, 1967)
L'IMMENSITA' (Johnni Dorell, 1967i)
AZZURRO (Adriano Celentano, 1968)
CANZONE PER TE (Sergio Endrigo, 1968)
INSIEME A TE NON CI STO PIU' (Caterina Caselli, 1968)
ROSE ROSSE (Massimo Ranieri, 1969)
LONTANO DAGLI OCCHI (Sergio Endrigo, 1969)
|| Edmundo Tavares, 5:53 p.m.
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domingo, setembro 12, 2004
Viagem ao Norte de Itália / 2001 (10)
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Florença - Foto
Eu em Florença, com Ponte Vecchio por detrás (Julho de 2001).
|| Edmundo Tavares, 2:19 a.m.
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Viagem ao Norte de Itália / 2001 (9)
2º Dia (tarde / noite)
É claro que em Portofino o almoço tinha que ser junto à marina. Mas, por prudência, à esplanada majestosa de um ristorante, preferi uma esplanada mais simples de uma trattoria. Nem por isso me livrei de uma conta de dificultosa digestão…
A viagem tinha de prosseguir. Mas, renitente em abandonar este vislumbre do paraíso, resolvi prosseguir fora da auto-estrada. Assim, tomei a marginal que desafia a encosta escarpada e onde, através das suas curvas, se avistam imagens amplas sobre a baía. Quando cheguei à encantadora cidadezinha de Chiavari impunha-se retomar a auto-estrada. Aliás, a costa, a partir daí, vai-se tornando ainda mais acidentada e deixa de haver estrada marginal. É a região de Cinque Terre, nome alusivo a cinco povoados cujo acesso só é possível por barco.
Não faltou muito que entrasse na Toscana. As montanhas de Carrara anunciavam-na. Daqui são extraídos os famosos mármores e, por causa disso, as montanhas apresentam um aspecto escalavrado. Tinha planeado seguir pela auto-estrada e fazer incursões a Lucca e Pistoia, mas havia a alternativa de passar por Pisa, a qual, contudo, implicava chegar a Florença mais tarde, por uma estrada comum. A opção acabou por ser a última.
Pisa é uma cidade de quase 100.000 habitantes nas margens do Arno. Na Idade Média fora um importante porto que sustentara rivalidade com Génova. Pois, agora está a cerca de 20 quilómetros do mar e o Arno está longe de ser navegável! O mar recuou e o rio assoreou. Passou-se aqui o mesmo que na cidade flamenga de Bruges. A torre e o conjunto monumental que a rodeia são imponentes e apresentam o mesmo estilo renascentista que encontraria em Florença. A torre está mais inclinada do que eu supunha e o acesso ao seu interior é interdito. Dois factos desagradáveis começaram a salientar-se: um calor excessivo e um vasto exército de turistas. Isso, juntamente com a necessidade de não chegar demasiado tarde a Florença, determinaram uma visita curta. Assim, depois de feito o abastecimento de recordações (existe uma sortido espantoso de quinquilharia alusiva ao ex-libris local), deixei a cidade de Galileo Galilei.
A chegada a Florença não esteve à altura das expectativas. Entrei numa zona residencial moderna que se liga em transição pouco evidente ao centro histórico, sem que haja alguma vista panorâmica. Além disso, rapidamente me achei consumido por um quebra-cabeças: como chegar ao destino, Hotel Medicis, em pleno centro e estacionar aí? Para grandes males, grandes remédios: como estacionar só seria possível numa garagem, pagando avultada maquia, resolvi antecipar a devolução do carro à Hertz que ainda estava aberta no aeroporto local. Chegar lá e encontrar antes uma gasolineira aberta para deixar o depósito cheio (como era imperioso pelo contrato de aluguer), num domingo à noite, revelou-se uma aventura que descambou em sofrido transe para um dia ser contado aos netos. Foi complicado… Era já meia-noite quando, finalmente entrei no quarto do hotel. Era um quarto grande mas fora do hotel propriamente dito. Ou seja, era um anexo exterior que estava num edifício de habitação, numa estreita rua com o sugestivo nome de Via delle Belle Donne. Tinha acabado de pagar uma brutalidade pelo aluguer do carro, outra brutalidade por uma corrida de táxi e estava cansado…
|| Edmundo Tavares, 1:49 a.m.
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quarta-feira, setembro 08, 2004
Roma (3)
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Roma -Postal (finais dos anos 40) (3)
Mais que as imponentes ruínas do Império, Roma sugere-me: Cinecità, Fellini, Marcello Mastroianni, Anita Ekberg e La Dolce Vita. A propósito, eis a Fontana di Trevi.
|| Edmundo Tavares, 11:24 p.m.
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Roma (2)
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Roma - Postal (finais dos anos 40) (2)
Roma nos anos 40 ainda não estava inundada de vespas, nem outras motas de pequena ou grande cilindrada. O trânsito era o que se vê...
|| Edmundo Tavares, 11:10 p.m.
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Roma (1)
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Roma - Postal (finais dos anos 40) (1)
Comentando com um amigo a sua recente visita a Roma (a qual não conheço...), veio à baila a Piazza Navona como epicentro da urbe. Eis aqui um postal da famosa praça nos anos 40.
|| Edmundo Tavares, 11:08 p.m.
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As melhores canções italianas (2)
Lista de Paolo Driussi (1918-1960)
O meu amigo Paolo Driussi, de Udine (Friuli), com o devido conhecimento da matéria, enviou-me uma lista das melhores canções italianas. Haverá continuação.
COME PIOVEVA (AURELIO FIERRO 1918)
ADDIO SIGNORA (LUCIANO VIRGILI 1923)
SIGNORINELLA (ACHILLE TOGLIANI 1931)
NOSTALGICO SLOW (JULA DE PALMA 1934)
TORNERAI (TRIO LESCANO 1937)
SILENZIOSO SLOW (NORMA BRUNI 1940)
LA SIGNORA DI TRENT'ANNI FA (ACHILLE TOGLIANI 1949)
T'HO VOLUTO BENE (FLO SANDON'S 1951)
SOUVENIR D'ITALIE (FAUSTO CIGLIANO 1954)
VECCHIO FRACK (DOMENICO MODUGNO 1955)
NEL BLU DIPINTO DI BLU (DOMENICO MODUGNO 1958)
IL CIELO IN UNA STANZA (MINA 1960)
|| Edmundo Tavares, 10:38 p.m.
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