tml PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd"> Cuore Matto: Franco Battiato (1)

Cuore Matto

Observações casuais a propósito de Itália.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Franco Battiato (1)

Franco Battiato (Jonia - Catania, 1945)
O siciliano Franco Battiato é um dos mais importantes nomes da música italiana. Se até meados dos anos oitenta pode-se integrar dentro do rock italiano, torna-se mais complicado defini-lo a partir de então. Na verdade, mesmo esse rock da fase incial era demasiado experimentalista e vanguardista, por vezes próximo de um minimalismo electrónico e, por outro lado, denotando em muitos momentos a sua formação clássica e os seus gostos refinados. Aparentemente, estava alheio a ambições comerciais. Contudo, subitamente, entre 1979 e 1985 atinge um fulgurante reconhecimento, fazendo o pleno entre a crítica e o sucesso comercial. Os marcos desse sucesso definem-se por sucessivos álbuns: L'Era del Cinghiale Bianco (1979); Patriots (1980); La Voce del Padrone (1981); L'Arca di Noè (1982); Mondi Lontanissimi (1985). Em todos há a presença dos elementos anteriores, mas há também, a presença de melodias mais fáceis, que foram, aliás, o requisito para o sucesso. (exemplos: I Treni di Tozeur e Chanson Egocentrique (in Mondi Lontanissimi)
A música de Battiato nunca deixou de ser um sincretismo de múltiplas referências, nomeadamente através de citações étnicas das mais variadas procedências, assim como pela presença de elementos eruditos. Após o auge comercial, Battiato refugiou-se cada vez mais em propostas pouco comerciais ou até mesmo, pode-se dizer, anti-comerciais. A tal ponto desenvolveu essas tendências que nos anos noventa se posicionou mais próximo da música erudita do que da música popular. Em todo caso, é evidente que a evolução corresponde ao seu carácter pessoal, muito pouco concordante com o estereótipo de artista pop.
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|| Edmundo Tavares, 1:43 a.m.

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